BIOGRAFIAS

Paulo e Estevão

O primeiro era Saulo que se tornou algoz do segundo e quando “caiu” em si transformou-se em Paulo.

O segundo chamava-se Jeziel e mudou o nome para Estevão, transformando-se no primeiro mártir do Cristianismo e, posteriormente, orientador daquele que lhe perseguiu até a morte.

Sim, o parágrafo acima é uma síntese de duas vidas: Saulo, o dedicado Doutor da Lei que, honesto aos próprios princípios, perseguia os cristãos, e Jeziel que, com a família destruída e perseguida pela lei parcial e corrupta de seu tempo, trocou de nome e passou a ensinar as letras da Boa Nova que conheceu.

Saulo ficou noivo de Abigail, irmã de Jeziel – que houvera desaparecido e trocara de nome. Na caçada aos cristãos, Saulo capturou Estevão (que era Jeziel), levou-o a julgamento e condenação à morte através de apedrejamento, convidando a noiva para a cerimônia que julgava o coroamento de suas ações, orgulho de sua Pátria.

Na cerimônia funesta, Abigail reconhece o próprio irmão, agora Estevão, vítima do próprio noivo. Constrangimento geral, noivado desfeito, Estevão morto. Nenhuma censura ao perseguidor implacável e Abigail igualmente se torna cristã e logo deixa o mundo, abatida por cruel enfermidade.

Saulo revoltado, intensifica perseguição . Às portas de Damasco, o encontro com o Mestre: Saulo, Saulo, por que me persegues? A visão esplendorosa de Jesus cega-o completamente; é orientado a procurar Ananias (justamente quem ele ia prender), que lhe devolve a visão. Saulo percebeu a extensão dos próprios erros e, após três anos de profundas reflexões, altera o próprio nome para Paulo. E, como Paulo, torna-se o maior apóstolo do Cristianismo. Seja pelos seus exemplos, seja pelas famosas e conhecidas Epístolas que orientaram o movimento nascente e são referências para os dias atuais.

Estevão torna-se seu direto orientador; Paulo enfrenta todo tipo de adversidades, sofrimentos, açoites e humilhações, mas saiu vencedor. À morte, é recebido por Estevão e Abigail, Ananias e outros diletos amigos.

Sim, falamos da vida vitoriosa de Paulo de Tarso, o convertido de Damasco.

Um homem honesto, como o Saulo equivocado. Um homem determinado, consciente como Paulo de Tarso.E Estevão, o primeiro mártir do cristianismo, exemplo de fidelidade e fé. Daí o nome Paulo e Estevão!

EMMANUEL

Retirado da Revista do II Congresso Português de Espiritismo Emmanuel é o nome do espírito que vem tutelando a atividade mediúnica de Franscisco Cândido Xavier, o maior médium psicógrafo de sempre, hoje com mais de 350 obras psicografadas.Ao tempo da passagem de Jesus pela Terra, chamou-se Públio Lentulus – senador romano -, e, ao que se sabe, foi a única autoridade que efetuou perfeito descrição Dele, através da célebre carta, publicada em numerosas línguas, autêntica obra-prima do gênero pessoalmente, encontrou-O, solicitando-Lhe auxílio para a cura de sua filha Flávia, que, supomos, estaria leprosa desencarnou em Pompeia, no ano 79, vítima das lavas do Vesúvio, encontrando-se na altura invisual anos depois, reencarnaria como judeu na Grécia, em Éfeso, já não mais sob a toga de orgulhoso senador romano, mas sim na estamenha de modesto escravo Nestório, que, na idade madura, participava das reuniões secretas dos cristãos nas catacumbas de Roma. Podemos ficar com melhor conhecimento da história dessse espírito através das suas obras: Há Dois Mil Anos e Cinquenta Anos Depois , transmitidas mediunicamente através de Chico Xavier. Estas obras constituem verdadeiras obras primas de literatura mediúnica e histórica. O dr.Elias Barbosa diz-nos que Emmanuel, o mentor espiritual que todos respeitamos, foi a personalidade de Manol da Nóbrega, renascido em 18 de Outubro de 1517, em Sanfins, Entre Douro e Minho, Portugal, quando reinava D. Manuel I, o Venturoso .

Inteligência privilegiada, ingressou na Universidade de Salamanca, Espanha, aos 17 anos, e, com 21, inscreve-se na Faculdade de Cânones da Universidade de Coimbra, frequentando aulas de Direito Canónico e Filosofia a 14 de Junho de 1541, em plena mocidade, recebe a láurea doutoral, sendo, então, considerado doutíssiomo Padre Manoel da Nóbrega , pelo doutor Martim Azpilcueta Navarro. Mais tarde, a 25 de Janeiro de 1554, seria um dos principais fundadores da grande metrópole São Paulo. Foi também o fundador da cidade de Salvador, Bahia, a primeira capital do Brasil.

A informação de que Emmanuel teria sido o Padre Manoel da Nóbrega, foi dada pelo próprio Emmanuel em várias comunicações através da mediunidade idónea e segura de Francisco Cândido Xavier. No início da atividade mediúnica de Chico, nos anos trinta, ainda sem se identificar, disse-lhe que gostaria de trabalhar com ele durante longos anos, mas que necessitaria de três condições básicas para o fazer: 1ª disciplina, 2ª disciplina e 3ª disciplina.

O que Chico cumpriu até hoje. Foi um modesto funcionário público do Ministério da Agricultura que jamais misturou a sua atividade profissional com o exercício da mediunidade.

Não poderemos deixar de registrar, sob pena de cometermos grave omissão, que, durante as décadas que esteve ao serviço do Estado, nunca – não obstante a sua precária saúde e o trabalho doutrinário, fora das horas de serviço – deu uma única falta ou gozou qualquer tipo de licença, conforme documentos facultados pelo M.A. Também no início da sua nobre missão, Emmanuel disse-lhe que se alguma vez ele o aconselhar a algo que não esteja de acordo com as palavras de Jesus e Kardec, deverá procurar esquecê-lo, permanecendo fiel a Jesus e Kardec.

Emmanuel fez também parte da falange do Espírito da Verdade que trouxe à Terra o Cristianismo restaurado, definição sua da Doutrina Espírita.

No Evangelho Segundo o Espiritismo , Allan Kardec inseriu uma mensagem de Emmanuel, recebida em Paris, 1861, intitulada O Egoísmo (Cap. XI – 11). Para além dos dois livros históricos citados, temos ainda várias dezenas de outros, dos quais destacamos: Paulo e Estevão , obra que, segundo Herculano Pires, justificaria, por si só, a missão mediúnica de Francisco Cândido Xavier Ave, Cristo e Renúncia , livros estes que, juntamente com os citados anteriormente, ajudam-nos a entender o nascimento do Cristianismo e, depois, à sua gradual adulteração este cinco livros são baseados em fatos históricos verdadeiros.

Foi considerado o 5º evangelista, pela superior interpretação do pensamento de Jesus analisemos os seus livros: Caminho, Verdade e Vida , Pão Nosso , Vinha de Luz e Fonte Viva . Visto ser completamente impossível, num trabalho deste gênero, falar de toda a sua obra transmitida através de Chico Xavier, gostaríamos, no entanto, de registrar os livros: A Caminho da Luz , que nos relata uma História da Civilização à Luz do Espiritismo e Emmanuel , livro constituído por diversas dissertações importantes sobre Ciência, Religião e Filosofia, que preocupam a Humanidade.

Biografia * Entrevistas , Salvador Gentil e Elias Barbosa, IDE. * No Mundo de Chico Xavier , Elias Barbosa, IDE.

 

ANDRÉ LUIZ

O espírito que conhecemos como André Luiz, em sua última encarnação foi um médico brasileiro residente no Rio de Janeiro.Com bons conhecimentos científicos e grande capacidade de observação, foi-lhe permitido relatar, através do médium Francisco Cândido Xavier, suas experiências como desencarnado.

Desejando manter o anonimato – possivelmente respeitando parentes ainda encarnados – quando questionado sobre seu nome, respondeu adotando o nome de um dos irmãos de Chico Xavier. Alguns espíritas, talvez mais levados pela curiosidade do que por fins práticos, já criaram algunas hipóteses sobre a identificação do médico carioca desencarnado, mas são apenas especulações sem maior solidez ou confirmação pelo próprio André Luiz.

O primeiro livro de André Luiz é de 1943. Neste livro ele descreve sua chegada ao plano espiritual, iniciando pelo período de pertubação imediato após a morte, seguindo pelo seu restabelecimento e primeiras atividades, até o momento em que se torna “cidadão” de “Nosso Lar”, colônia espiritual que dá nome ao livro.

Seguem-se outras obras que descrevem experiências e estudos do autor no plano espiritual, que ao longo da obra vão cada vez mais sendo direcionados a tarefa de esclarecimento dos encarnados sobre as realidades do plano espiritual, através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier (as datas são dos prefácios de Emmanuel): * 26 de fevereiro de 1944 – Os Mensageiros, médium Francisco Cândido Xavier, FEB * 13 de maio de 1945 – Missionários da Luz, médium Francisco Cândido Xavier, FEB * 25 de março de 1946 – Obreiros da Vida Eterna, médium Francisco Cândido Xavier, FEB * 25 de março de 1947 – No Mundo Maior, médium Francisco Cândido Xavier, FEB * 18 de junho de 1947 – Agenda Cristã, médium Francisco Cândido Xavier, FEB * 22 de fevereiro de 1949 – Libertação, médium Francisco Cândido Xavier, FEB * 23 de janeiro de 1954 – Entre o Céu e a Terra, médium Francisco Cândido Xavier, FEB * 3 de outubro de 1954 – Nos Domínios da Mediunidade, médium Francisco Cândido Xavier, FEB * 1 de janeiro de 1957 – Ação e Reação, médium Francisco Cândido Xavier, FEB * 21 de julho de 1958 – Evolução em dois Mundos, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB * 6 de agosto de 1959 – Mecanismos da Mediunidade, médium Francisco Cândido Xavier, FEB * 17 de janeiro de 1960 – Conduta Espírita, médium Waldo Vieira, FEB * 4 de julho de 1963 – Sexo e Destino, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB * 2 de janeiro de 1964 – Desobsessão, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB * 18 de abril de 1968 – E a Vida Continua, médium Francisco Cândido Xavier, FEB * 21 de maior de 1975 – Respostas da Vida, Médium Francisco Cândido Xavier, IDEAL Além destes livros, André Luiz, também participou de obras conjuntas com outros autores espirituais, principalmente Emmanuel. A relação abaixo, indica algumas destas obras (as datas são dos prefácios): * 9 de outubro de 1961, O Espírito da Verdade, Autores Diversos, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB * 2 de julho de 1963, Opinião Espírita, Emmanuel e André Luiz, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB * 11 de fevereiro de 1965, Estude e Viva, Emmanuel e André Luiz, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB * 15 de maio de 1965, Entre Irmãos de Outras Terras, Autores Diversos, médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB * 3 de junho de 1972, Mãos Marcadas, Autores Diversos, médiun Francisco Cândido Xavier, IDE * 3 de outubro de 1973, Astronautas do Além, Autores Diversos, médium Francisco Cândido Xavier, J. Herculano Pires, GEEM * 15 de maio de 1983, Os Dois Maiores Amores, Autores Diversos, médium Francisco Cândido Xavier, GEEM * 6 de agosto de 1987, Cura, Autores Diversos, médium Francisco Cândido Xavier, G.E.E.M * 17 de janeiro de 1989, Doutrina e Aplicação, Autores Diversos, médium Francisco Cândido Xavier, CEU A obra medíunica de André Luiz teve – e ainda tem – uma influência considerável sobre o movimento espírita.

Suas descrições do plano espiritual – tornando mais preciso e detalhado nosso conhecimento do mesmo – estabeleceram novo patamar de compreensão da vida espiritual, também incentivaram a criação de instituições espíritas devotadas as atividades assistências e grupos de estudos inumeraveis.

Por exemplo, temos as “Casas André Luiz” e o “Grupo Espírita Nosso Lar”, que se dedicam ao atendimento de crianças deficientes; a “Casa Transitória Fabiano de Cristo”, que se dedica ao atendimento de gestantes carentes; o grupo “Os Mensageiros” que se dedica a distribuição gratuita de mensagens espíritas; a própria Associação Médico-Espírita, que tem aprofundado o estudo das obras mediúnicas de André Luiz e suas relações com a prática médica.

É interessante observar que o primeiro livro de André Luiz causou grande impacto pela novidade de suas informações, alguns chegaram a contestar suas descrições de uma vida espiritual muito semelhante a que levamos na Terra, mas o acúmulo de evidências – deste mensagens descrevendo de modo fragmentário a vida espiritual, até obras completas de outros espíritos, por médiuns como Yvonne A. Pereira – provaram sua veracidade.

O mais curioso é que descrições semelhantes já existiam desde os primeiros tempos do “Modern Spiritualism” – por exemplo, as que foram registradas por Andrew Jackson Davis (nasc. 1826 – desenc. 1910) – mas tinham caido no esquecimento.

Bibliografia * As Vidas de Chico Xavier, Marcel Souto Maior, Ed. Rocco; * Chico Xavier – Mensageiro de Deus, Coleção Luzes do Caminho, Editora Escala; * Ciclo de Estudos Sobre a Obra Evolução em Dois Mundos – Boletim Médico-Espírita número 5, Dr. Paulo Bearzoti, AME; * História do Espiritismo, Arthur Connan Doyle, trad. Julio de Abreu Filho, Editora Pensamento; * Lindos Casos de Francisco Cândido Xavier, Ramiro Gama, LAKE; * Obras diversas de André Luiz

LÉON DENIS

Nome: Léon Denis
Nascimento: 1846
Homem: Filósofo e Espírita
Desencarne: 1927.

1. ASPECTOS GERAIS
Instruído na Maçonaria. Sua vivência no Espiritismo foi acompanhada pelos ensinamentos fornecidos pelos seus guias espirituais: Sorella, Durand e Jerônimo de Praga. Inicialmente, solicitaram-lhe a devida preparação para se tornar um orador e escritor; depois, fortaleceram-lhe o ânimo, dizendo-lhe para não se preocupar, pois estariam ao seu lado em todos os momentos da vida.

2. LÉON DENIS E ALLAN KARDEC
Léon Denis e Allan Kardec têm, entre si, íntima relação. Ambos são druídas reencarnados, pois viveram nas Gálias, no século V a. C.. O nome Léon Denis está escrito no de Kardec, ou seja, Hippolyte LEON DENIZard Rivail. São Jerônimo de Praga, seu guia espiritual, fora discípulo de João Huss (encarnação anterior de Kardec), os dois queimados vivos, no Século XV, por ordem do Concílio de Constança.

3. MOVIMENTO ESPÍRITA
A propagação do Espiritismo não foi tarefa fácil. Como acontece com toda a idéia nova, sofreu, também, os ataques de seus opositores. Léon Denis teve de lutar contra o materialismo, a falta de idealismo, o cientificismo e o positivismo de Augusto Comte, que grassavam nas universidades. As conferências, os congressos e os livros publicados foram suas armas para a divulgação e a consolidação do edifício doutrinário, alicerçado pelas pesquisas e análises de Allan Kardec.

4. DETALHE IMPORTANTE
A integridade de seu caráter criava-lhe condições necessárias para o cumprimento do seu dever. Ao cogito ergo sum de Descartes, acrescenta: “Eu sou e quero ser sempre mais do que sou”. Vegetariano, dizia que não havia bebida melhor do que a água. De moral elevada, procurava cumprir tudo o que prometia. Tornou-se, com o tempo, um autodidata, o que lhe conferia pensar com a própria cabeça.

5. OBRAS
Escreveu, entre outras, as seguintes obras:
Porquê da Vida, 1885;
Depois da Morte, 1890;
Cristianismo e Espiritismo, 1898;
Joana D’Arc Médium, 1910;
O Grande Enigma, 1911;

BEZERRA DE MENEZES


Dados pessoais:
Nome: Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti.
Nascimento: 29 de agosto de 1831.
Homem: filósofo, político, médico, cientista e espírita.
Desencarne: 11 de abril de 1900 (69 anos).

1. CONSIDERAÇÕES GERAIS
Com 20 anos de idade, muda-se para o Rio de Janeiro, onde, às duras penas, forma-se em medicina. Cognominado o “médico dos pobres”, Bezerra de Menezes tem uma biografia exemplar de renúncia para com o dever cumprido, custe ele o que custar. Antes de se tornar espírita,a sua conduta era a de um cristão. Nesse sentido, tão logo toma conhecimento de “O Livro dos Espíritos” não lhe fica difícil exclamar que era um “espírita de nascença”, ou um “espírita inconsciente”, pois tudo o que ali estava relatado lhe parecia familiar.

2. EXEMPLOS DE VIDA
1) quando convocado à política, renúncia ao soldo militar;
2) quando estudante, em dificuldade para pagar o aluguel de seu quarto, prepara aula de matemática (matéria que detestava) para aluno, que lhe pagou antecipado e nunca mais apareceu;
3) como médico, atende a qualquer hora, institui a leitura do Evangelho e renuncia à medicina ortodoxa para aceitar, a convite dos Espíritos, a homeopatia;

3. AGLUTINADOR DO MOVIMENTO ESPÍRITA
Naquela época havia muitas divergências com relação ao termo Espiritismo. Denominava-se Doutrina Espírita apenas o que constava de “O Livro dos Espíritos”; os estudiosos dos demais livros de Kardec, se chamavam kardecistas. Chegou-se a criar um Espiritismo Puro, equidistante de “científicos” e “místicos”. Além destes existia ainda um grupo que se dedicava com afinco ao estudo das obras de J. B. Roustaing.

Esse quadro perdurou até a chegada de Bezerra de Menezes, espírito moderado e pacificador que, assumindo a presidência da FEB, conseguiu diminuir os elementos dispersivos.

4. OBRAS
Antes de se tornar espírita:
“A Escravidão no Brasil e as medidas que convém tomar para extingui-la sem dano para a Nação”;
“Breves considerações sobre as secas do Norte”;
Depois da conversão:
“A Casa Assombrada”;
“A Loucura sob Novo Prisma”;
“A Doutrina Espírita como Filosofia Teogônica”;
“Casamento e Mortalha”;
“Pérola Negra”;
“Lázaro — o Leproso”;
“História de um Sonho”;
“Evangelho do Futuro”.
Escreveu ainda várias biografias de homens célebres, como o Visconde do Uruguai, o Visconde de Carvalas, etc. Foi um dos redatores de “A Reforma”, órgão liberal da Corte, e redator do jornal “Sentinela da Liberdade”.

ABREU, C. Bezerra de Menezes – Subsídios para a História do Espiritismo no Brasil, até o ano de 1895. 76.
GAMA, R. lindos Casos de Bezerra de Menezes. São Paulo, Lake.

CHICO XAVIER

Dados pessoais:
Nome: Francisco Cândido Xavier
Nascimento: 2 de abril de 1910, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas Gerais
Homem: médium espírita
Desencarne: 30 de junho de 2002, em Uberaba – MG

1. INFÂNCIA
Seu sofrimento começou desde os primeiros anos de sua existência. Quando tinha 5 anos de idade sua mãe veio a falecer. De família numerosa e poucas posses, seu pai achou por bem distribuir os filhos entre os parentes. Na diáspora da família, Chico vai para a casa da madrinha, dona Maria Rita de Cássia, uma mulher extremamente maldosa que, entre outras, dava-lhe uma surra todo o dia, enfiava o garfo em sua barriga e, certa vez, obrigou-o a lamber a ferida de um outro menino adotivo.

2. FENÔMENO MEDIÚNICO
O fenômeno mediúnico é o marco fundamental de sua existência. Hoje, tem mais de 400 obras psicografadas, que transformadas em tempo, perfazem aproximadamente 11 anos de transe mediúnico. Sua atividade mediúnica começou desde garoto, isto é, desde os 5 anos de idade, quando já conversava com sua mãe desencarnada. Dela recebia uma série de conselhos que o ajudaram a suportar todos os revezes e dissabores de sua infância sofrida junto à sua madrinha. Educado no catolicismo, não foi muito fácil a aceitação dos parentes e amigos sobre o desenvolvimento de sua mediunidade.

3. GUIA PROTETOR
O Espírito Emmanuel é o seu guia protetor. Esse espírito, como a maioria dos Espíritas sabe, foi Públio Lêntulus, senador romano da Antigüidade. Diz-se também que ele teve uma reencarnação no Brasil como Padre Manoel da Nóbrega. É por intermédio de Emmanuel que o Chico Xavier escreveu a maioria de seus livros. Além disso, guia-o, inclusive, no aprimoramento do idioma português, para melhor expressar a Doutrina dos Espíritos. Confessa isso no programa Pinga Fogo, levado ao ar pela antiga TV Tupi, em 1971.

4. PASSAGENS INTERESSANTES
A vida de Chico Xavier é entremeada de muitos fatos, entre os quais, relatamos:
1º) para auxiliar um cego que tinha sofrido uma queda, precisou da colaboração de 2 prostitutas, que depois mudaram de vida em virtude de suas preces;
2º) relata o episódio do avião, que em pleno vôo começou a fazer peripécias no espaço e, ele como os demais tripulantes, começaram a gritar no que Emmanuel retruca: “Se tiver de morrer, morra com educação”;
3º) sua vizinha roubava-lhe as verduras. Pede auxílio à sua mãe, já desencarnada. Esta aconselha-o, quando todos saírem, a entregar a chave da casa para a vizinha tomar conta. Conseqüência: acabou o furto.

5. OBRAS
Dada a vastidão de títulos, citaremos apenas alguns:
Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, pelo Espírito Humberto de Campos;
A Caminho da Luz, pelo Espírito Emmanuel;
Nosso Lar, pelo Espírito André Luiz;
Vinha de Luz, pelo Espírito Emmanuel.
Fonte de Consulta

IBSEN, S. R. (Organizador). Chico Xavier por ele mesmo. São Paulo, Martin Claret, 1994

ALLAN KARDEC

Hippolyte Léon Denizard Rivail, esse é o verdadeiro nome de Allan Kardec, que nasceu em Lion, na França, a 3 de Outubro de 1804. Seus pais eram Jean Baptiste Antoine Rivail e Jeanne Louise Duhamel, Kardec em tenra idade revelou uma inteligência brilhante, inclinando-se para as ciências e para assuntos filosóficos.Oriundo de uma família que se destacou na magistratura e na advocacia, ele não seguiu essas carreiras sendo atraído, desde a juventude para o estudo das ciências e da filosofia. Foi aluno do Professor Pestalozzi, em sua Escola de Yverdum (na Suiça), uma das mais renomadas da época e tornou-se um dos discípulos mais emitentes desse célebre professor e um dos maiores propagadores do seu sistema de educação, que exerceu uma grande influência sobre a reforma dos estudos na Alemanha e na França. Cercado por colegas tão brilhantes como ele, em seus momentos de descanso o futuro Codificador do Espiritismo, aos 14 anos ensinava o que aprendia aos seus colegas menos adiantados. Essa particular atenção para os problemas educacionais chamou a atenção de Pestalozzi, o que lhe conquistou a simpatia e admiração.

Conquistou diversos diplomas e tornou-se membro de diversas Sociedades e Institutos durante sua carreira de professor e diretor de colégio. A sua postura pedagógica o fazia um pesquisador de extrema erudição. Viveu numa época em que os estudos ganhavam cunho empírico. Essa herança de formação foi primordial para, no futuro, o trabalho da Codificação ser realizado, notadamente em seu tempo.

Nascido na religião católica, mas estudante em um país protestante, os atos de intolerância que ele teve que sofrer a esse respeito, lhe fizeram, em boa hora, conceber a idéia de uma reforma religiosa, na qual trabalhou no silêncio durante longos anos, com o pensamento de chegar a unificação das crenças; mas lhe faltava o elemento indispensável para o solução desse grande problema.

Terminado seus estudos, veio para à França. Dominando a fundo a lingua alemã, traduziu para a Alemanha diferentes obras de educação e de moral, e, o que é característico, as obras de Fenélon, que o seduziram particularmente.

Era membro de várias socieadades sábias, entre outras da Academia Royale d’Arras, que, em seu concurso de 1831, o premiou por um dissertação notável sobre esta questão: “Qual é o sistema de estudos mais em harmonia com as necessidades da época?”

De 1835 a 1840, fundou, em seu domícilio, à Rua Sèvres, cursos gratuitos, onde ensinava química, física, anatomia, astronomia, etc…; empreendimento digno de elogios em todos os tempos, mas sobretudo numa época em que um bem pequeno número de inteligências se aventurava a entrar nesse caminho. Constantemente ocupado em tornar atraentes e interessantes os sistemas de educação, inventou, ao mesmo tempo, um método engenhoso para aprender a contar, e um quadro mnemônico da história da França, tendo por objeto fixar na memória as datas dos acontecimentos notáveis e das descobertas que ilustravam cada reinado.

O professor Rivail ganhou notoriedade invulgar, sendo detentor das seguintes honrarias:

- Diploma de fundador da Sociedade de Previdência dos Diretores de Colégios e Internatos de Paris (1829).

- Diploma da Sociedade para a Instrução Elementar (1847). Secretário Geral: H. Carnot.

- Diploma do Instituto de Línguas, fundado em 1873. Presidente: Conde Le Peletier- Jaunay.

- Diploma da Sociedade de Ciências Naturais de França (1835). Presidente: Geoffrey de Saint-Hilaire.

- Diploma da Sociedade de Educação Nacional, constituída pelos diretores de Colégios e de Internatos da França.

- Diploma da Sociedade Gramatical, fundada em Paris, em 1807, por Urbain Domergue (1829).

- Diploma da Sociedade de Emulação e de Agricultura do Departamento do Ain (1828). Rivail fora designado para expor e apresentar em França o método de Pestalozzi.

- Diploma do Instituto Histórico, fundado em 24 de Dezembro de 1833 e organizado a 6 de Abril de 1834. Presidente: Michaud, membro da Academia Francesa.

- Diploma da Sociedade Francesa de Estatística Universal, fundada em Paris, a 22 de novembro de 1820, por César Moreau.

- Diploma da Sociedade de Incentivo à Industria Nacional, fundada por Jomard, membro do Instituto.

- Diploma da Academia Real das Ciências de Arrás.

Inúmeros textos biográficos afirmam que Kardec era médico, mas acreditamos que este equívoco tenha sido causado por sua formação humanista. Na verdade, não há registros oficiais que garantam que ele tenha cursado medicina.

Entre suas numerosas obras de educação citaremos as seguintes: Plano proposto para a melhoria da instrução pública (1828); Curso prático e teórico de aritmética, segundo Pestalozzi, para uso dos professores primários e das mães de família (1829); Gramática Francesa Clássica (1831); Manual dos Exames para os diplomas de capacidade e Soluções arrazoadas da perguntas e problemas de aritmética e de geometria (1846); Catecismo gramatical da língua francesa (1848); Programa de cursos usuais de química, física, astronomia, fisiologia que ele professava no Lycce Polymathique; Ditado normal dos exames da Prefeitura e da Soborne, acompanhado de Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas (1849), obra muito estimada na época da sua aparição, e da qual, recentemente ainda, se faziam tirar novas edições.

Por volta de 1855, o professor Rivail, desde que duvidou das manifestações dos espíritos, dedicou-se à observações perseverantes sobre esses fenômenos, e se empenhou principalmente em deduzir-lhe as consequencias filosóficas. Neles entreviu, desde o início, o princípio de novas leis naturais; as que regem as relações do mundo visível e do mundo invisível; reconheceu na ação deste último uma das forças da Natureza, cujo conhecimento deveria lançar luz sobre uma multidão de problemas reputados insolúveis, e compreendeu-lhes a importância do ponto de vista religioso.

Em 1857, sob o pseudônimo de Allan Kardec, o professor Rivail, traz ao mundo a Codificação da Doutrina Espírita, através dos livros: Em 1857, O Livro dos Espíritos, que é a base da Doutrina; O Livro dos Médiuns, que é a parte experimental e científica em janeiro de 1861; O Evangelho Segundo o Espiritismo, que aborda a parte moral (inicialmente imaginado com o título de Imitações do Evangelho), em abril de 1864; O Céu e o Inferno, ou a Justiça de Deus Segundo o Espiritismo, em agosto de 1865; A Gênese – Milagres e predições -, em janeiro de 1868; A Revista Espírita, jornal de estudos psicológicos, coletânea mensal começada em 1º de janeiro de 1858.

Fundou em 1º de abril de 1858 a primeira sociedade espírita regularmente constituída, sob o nome de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas cujo objetivo exclusivo era o estudo de tudo o que pode contribuir para o desenvolvimento dessa nova ciência.

Kardec desencarnou em 31 de março de 1869, em função de problemas cardíacos. Numerosas obras estavam no ponto de terminar, ou que esperavam o tempo oportuno de aparecer, virão um dia provar mais ainda a extensão e a força de suas convicções.

COMEÇO DA CODIFICAÇÃO ESPÍRITA
Foi em 1854 que o Sr. Rivail ouviu pela primeira vez falar nas mesas girantes, a princípio do Sr. Fortier, magnetizador, com o qual mantinha relações, em razão dos seus estudos sobre o Magnetismo. O Sr. Fortier lhe disse um dia: “Eis aqui uma coisa que é bem mais extraordinária: não somente se faz girar uma mesa, magnetizando-a, mas também se pode fazê-la falar. Interroga-se, e ela responde.”

- Isso, replicou o Sr. Rivail, é uma outra questão; eu acreditarei quando vir e quando me tiverem provado que uma mesa tem cérebro para pensar, nervos para sentir, e que se pode tornar sonâmbula. Até lá, permita-me que não veja nisso senão uma fábula para provocar o sono.

Tal era a princípio o estado de espírito do Sr. Rivail, tal o encontraremos muitas vezes, não negando coisa alguma por parti pris, mas pedindo provas e querendo ver e observar para crer; tais nos devemos mostrar sempre no estudo tão atraente das manifestações do Além.

AS SUAS DUAS ENCARNAÇÕES PASSADAS

1.ª) COMO SACERDOTE DRUIDA
Segundo os historiadores, o pseudônimo Allan Kardec decorre do fato de que, no início do seu trabalho de pesquisa sobre o Espiritismo, estando Denizard Rivail consciente de que tudo acontecia em relação aos indivíduos, quando ainda parecia mistério, baseava-se na Reencarnação (princípio das vidas sucessivas e interdependentes), um Espírito lhe revelou que, desde remotas existências, já o conhecia, pois o mesmo fora, em vida física passada no solo francês, um DRUÍDA com o nome de ALLAN KARDEC.

Como observação, esclarecem os historiadores que o Druidismo é a religião dos druidas, sacerdotes pagãos dos povos celtas que habitavam a Gália e a Bretanha no período anterior ao Cristianismo, mais especificamente entre o século II a.C. e o século II, d.C. O Druida, por sua vez, era o nome pelo qual era identificado, entre os Celtas, importante grupo social que desempenhava variadas funções, sendo os responsáveis por manutenção e guarda dos valores da civilização céltica. Acrescentam ainda que os sacerdotes druidas se posicionavam contrários “à construção de templos e à representação dos Deuses ou Espíritos”.

2.ª) COMO JOÃO HUSS
João Huss nasceu em Hussinet, perto de Fichtelgebirge, na Boêmia, cerca da fronteira bávara e do limite lingüístico entre o alemão e o checo, em 1373, e morreu queimado na fogueira em 1415. Huss foi influenciado pelas idéias de Wiclef (1333-1384), teólogo e reformador inglês. Wiclef desenvolveu alguns tratados sobre o dominiun, ou seja, a idéia de que o poder vem de Deus e apenas é legítimo naqueles que se encontram em estado de graça. As suas teses contrariavam os interesses da Igreja católica: expressava-se contra o poderio papal, os votos religiosos, os benefícios e riquezas do clero, as indulgências e a conecpção tradicional acerca do sacerdócio.

Huss, como professor da Universidade de Praga, distinguiu-se nas discussões mais abstratas e no conhecimento de Aristóteles, da Bíblia e dos Santos Padres. Como tradutor das obras de Wiclef, propagou várias teses antidogmáticas. Baseando-se nos escritos de Wiclef, negou a necessidade de confissão auricular, atacou como idolátrico o culto de imagens, da Virgem Maria e dos Santos e a infalibilidade papal. Com isso, teve a ira do clero contra a sua pessoa, que após várias admoestações acabou sendo queimado no dia 06/07/1415. Ao seu lado morreu Jerônimo de Praga.

(Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura)
(Obras Póstumas, IDE, 2ª edição, 1993)

 

 

2 responses

13 11 2012
Francisco Lopes

Muito boas essas biografias. Troxe-nos informações que não tínhamos ainda em nossa carreira espírita.
Ênfase para o respeito aos detalhes não comprovados porque carecem de mais subsídios comprobatórios.
Obrigado.

7 09 2013
pauloeestevao

Olá, Francisco, estava olhando o painel do blog, percebi que você interagiu com o blog, mas não entendi muito bem se houve algum equívoco.
Se houve, estamos a disposição.
O blog tem um dispositivo que ele auto envia informações.
Visite nosso Facebook. https://www.facebook.com/gepenv1

Um forte abraço

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